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Veja na página artigos: QUALIDADE DE VIDA

” No espiritual, sem cair em fórmulas fanáticas e intransigentes, há que oferecer uma saída às inquietudes da alma que quer saber o que fazemos aqui no mundo, de onde viemos e aonde vamos. Sobram ensinamentos e conselhos de grandes sábios, de ontem e de hoje, para assinalar as perspectivas nesse sentido, Deve-se saber aproveitá-los e deixar de lado a prejudicial vaidade de que ninguém pode nos transmitir algo válido, ainda menos se são conceitos que atravessaram o Tempo desde a Antiguidade.”

 

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10 RAZÕES PARA VISITAR ISRAEL

1- Jerusalém

A cidade três vezes santa é um dos lugares imprescindíveis de se visitar ao menos uma vez na vida. Aqui as três religiões monoteístas coexistem. Deve-se visitar a Mesquita da Roca, o Muro das Lamentações, a Basílica do Santo Sepulcro, a Catedral Armênia de São Jaime e o Monte das Oliveiras.

TRÓIA, A CIDADE SONHADA

Para os antigos gregos, o Sítio de Tróia era o principal e maior acontecimento da Idade dos Heróis. Essa época prodigiosa em que os Imortais, que habitavam o Olimpo, e aqueles que os adoravam como Deuses, misturavam-se com os homens e participavam de seus assuntos.

Assim começa “A História de Tróia” de Roger Lancelyn Green, editado pela Siruela. Com Tróia, a idade heróica alcança o auge épico universal. Os Heróis são o fulgor da História, um brilho distante, resplendor da carne. De todas as lendas mitológicas do ocidente, as que pertencem ao belo povo grego são as que mais nos estremecem. Muitos são os livros que tratam de mitologia, legiões de obras que narram as aventuras e desventuras dos grandes Heróis e dos deuses olímpicos. A maioria dessas obras foi escrita das distantes alturas eruditas. Detesto os historiadores que falam e escrevem com frieza.

O bom historiador busca sempre uma posição distante e elevada, diziam na Faculdade os catedráticos de mentira. Baboseiras! O humano deve ser sempre apaixonado. Tem que sujar as mãos de vida e escrever somente sentindo o fragor da batalha, o rugido metálico do entrechocar dos escudos. Como não sentir uma profunda e sincera compaixão por Helena, causadora involuntária da guerra? Helena, por sobre os muros da sonhada Ílion, contempla a dor e a morte, o sofrimento dos gregos e troianos e exclama, despedaçada pela dor:

“Bem quisera que a cruel morte me tivesse arrebatado antes que Paris me levasse para longe de minha ditosa Esparta.”

Amor, sangue e traição são as palavras que servem de pilares nessa história de outrora. Tróia é a grande Cidade Invisível de nossa cultura, mostrada ao mundo pela magia de Heinrich Schileimann em 1868. Todos negavam sua existência, historiadores e arqueólogos a consideravam uma invenção de Homero, um conto de fadas, nada mais. Estavam errados!

Tróia resistiu ao assédio durante dez anos, porém a força das armas não conseguiu ir acima da astúcia do homem. Odisseu elaborara o estratagema mais famoso da história: o Cavalo de Tróia.

Em ouro, os gregos escreveram no lombo no cavalo:

“Para sua viagem de retorno, os gregos dedicam essa oferenda a Atena.”

Com essas palavras Ílion seria vencida. Apesar dos augúrios de Laocoonte, os troianos decidem introduzir o Cavalo na cidade. E aquela noite Tróia sucumbiu. Os ecos de sua grandeza foram se apagando, e sua glória, extinta. Sua lembrança, adormecida durante milênios nos versos dos bardos e trovadores.

Sempre há uma esperança. Da ruína, do fogo e da morte, um grupo de troianos consegue fugir. O capitão é o jovem Enéas. Fogem para o mar e depois de várias peripécias conseguem chegar a Cumas, na Itália. Ali, a Sibila anuncia que nas proximidades devem fundar uma cidade. Essa cidade, com o tempo, será chamada de Roma.

Iniciamos esse artigo com uma leitura de Roger Lancelyn Green, de igual modo acabaremos declamando uns versos do divino Homero. Na Ilíada, uma das passagens mais extraordinárias é o capítulo XXII, Morte de Heitor. Aquiles vai sozinho até as muralhas para vingar a morte de seu amado Pátroclo, desafiando Heitor para um combate único. Os versos 25-40 estão carregados de um forte dramatismo e tensão, pois o rei de Tróia, Príamo, ao ver chegar Aquiles, sente um grande pesar e medo pela sorte de seu filho Heitor.

25- O ancião Príamo foi o primeiro que, com seus próprios olhos, viu-o chegar pela planície, tão resplandecente como o astro, que no outono, distingue-se por seus vivos raios entre muitas estrelas durante a noite escura e recebe o nome de “Cachorro de Órion”, o qual, por ser brilhantíssimo, constitui um sinal funesto, porque traz excessivo calor aos míseros mortais; de igual maneira cintilava o bronze, sobre o peito do herói, enquanto este corria. Gemeu o velho, golpeando-se na cabeça com as mãos levantadas e proferiu grandes vozes e lamentos, dirigindo súplicas a seu filho. Heitor continuava imóvel diante das portas e sentia veemente desejo de combater com Aquiles. O ancião, tendo-o nos braços, dizia-lhe, em tom de lamento:

38- Heitor, filho querido! Não aguardes, só e distante dos amigos, esse homem, para que não morras nas mãos do Pélion. Ainda assim, infeliz pai, é o destino quem manda; e Heitor aguardou Aquiles…

Fermín Castro

ARTIGO NOVO PUBLICADO!

Veja na seção artigos o que foi publicado. Vai ai um trechinho para inspirar:

“Quando começamos a andar pela vida, todos nos sentimos inquietos ante este nosso mundo sem princípios e sem fins, como um trem correndo desgovernado sem saber de qual estação partiu, nem em qual deverá chegar; um trem sem condutores; um trem que não se detém, embora também não se saiba se irá parar sozinho ou se descarrilará em alguma curva do caminho.
Para além da metáfora, ou melhor, trazendo-o a realidade, nos encontramos dentro deste trem numa louca corrida, aonde vão todos. Se nos exigem mais, então nós também queremos mais.”

QUEM FOI?

CIRANO DE BERGERAC

De forma nenhuma se pode duvidar da existência deste singular personagem, admirado por todos os que leram Rostand, ainda que tenhamos que reconhecer que o escritor tomou inúmeras licenças para dar o tom do seu escrito.
O verdadeiro Cirano se chamava Savinien de Cirano, senhor de Bergerac, que chegou a este mundo no ano 1619 e o deixou em 1655. Era parisiense, de fino berço e antiga linhagem, como se diz, e teve certo êxito como escritor, inclusive foi companheiro de colégio do grande dramaturgo Molière. Embora sua fama fosse mais conhecida por suas brigas e algazarras. Baderneiro nato envolveu-se no mínimo em dez duelos, pois dez, são os conhecidos que morreram sob sua espada. Sua lenda afirma que teve no mínimo mil duelos em sua vida, cifras que nos parecem exageradas, mas que são boas para comprovar a valentia que seus contemporâneos lhe outorgavam com a espada. Conta-se que uma noite, por defender um amigo, enfrentou nas ruelas de Paris pelo menos a uma centena de homens que colocou para correr com a sua espada. Este acontecimento, ainda que nos pareça novamente exagerado, conta com numerosos investigadores que afirmam a veracidade do ocorrido.
Seja uma centena ou uma vintena, não duvidamos que não tenha enfrentado sozinho um número superior de oponentes e que saiu vivo do transe. Que proeza!
Sobre seu nariz temos que afirmar que aqui Rostand não pôs nem mais um centímetro dele no seu personagem de ficção. No Cirano real a feiúra do seu nariz se acentuou com as feridas que recebeu nos duelos.
O senhor de Bergarac teve que se retirar da vida de baderneiro depois do cerco de Arras, onde recebeu tamanhas feridas, que o forçaram a dedicar-se a uma vida contemplativa.
Momento este em que se volta para a literatura. Seus escritos obtiveram fama póstuma, e torna-se curioso ver que uma das suas obras mais famosas, intitulada “Viagens à Lua e ao Sol” (1657), é o embrião do que será a literatura de ciência ficção, séculos depois. Fermín Castro

VEJA EM ARTIGOS – Contribuições Científicas do Mundo Antigo

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Leia o artigo completo na página artigos! Segue um trechinho para aguçar a curiosidade…

“Assim como não se lembrar de algo ou não conhecê-lo não significa que não exista, e apesar de determinadas civilizações ou épocas ainda não se tenha encontrado restos tecnológicos não significa que não tiveram ciência, sendo que quanto mais retornarmos no tempo, maior é a dificuldade para encontrarmos vestígios. Se considerarmos que o homem tem uma antiguidade de sete milhões de anos, tal como confirmam os antropólogos atuais, estamos frente um empreendimento dificilíssimo. Se quisermos delimitar um pouco mais o campo e falarmos do que seria o Homo sapiens, estaríamos falando de 200.000 anos de história, dos quais a história conhecida abrangeria, sendo generosos, uns 10.000 anos. Vale dizer, que não sabemos o quê o homem esteve fazendo durante pelo menos 190.000 anos. E tudo o que vemos em nosso mundo é fruto fundamentalmente de avanços científicos ocorridos nos últimos 150 anos. Assim não podemos descartar a possibilidade do desenvolvimento cientifico em civilizações do passado. Tempo para isso teve de sobra.”

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